A Balada do Lobo Valente (ou Quase)
Era uma vez um lobo valente.
Orgulhoso, uivava alto nas noites de glĂłria, e acreditava que nenhuma fera o derrubaria.
Marchava entre os seus, peito inflado, gritando por honra e poder.
Mas um dia...
Ele encontrou alguém diferente.
NĂŁo era um cordeiro.
NĂŁo era um outro lobo.
Era algo que caminhava com a espada em punho e os olhos em silĂȘncio â
um predador de predadores.
O lobo olhou. Sentiu... E algo estranho aconteceu.
Sua âvalentiaâ desceu pelo corpo,
e quando percebeu...
o rabo jĂĄ estava entre as pernas.
Ele correu!
NĂŁo para lutar.
Não para reunir forças.
Mas para se esconder, lĂĄ nas colinas, onde os uivos viraram miados e os âvalentesâ viraram...
gatinhos assustados.
Dizem que ainda vivem por lĂĄ, olhando para o horizonte com saudade de quando eram temidos.
Mas toda vez que o vento sopra forte, ele se lembra daquele olhar â
e treme um pouquinho.
â BABA YAGA â

âEm verdade vos digo:
Descerei com a espada do EspĂrito na destra â e nenhum escudo na sinistra.
Pois nĂŁo vim me defender.
Vim para destruir.
E como o EspĂrito Santo desce sobre os homens tolos, assim descerei sobre vossos corpos frĂĄgeis â
nĂŁo com bĂȘnção, mas com juĂzo.
E vos partirei ao meio.â